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DIETA, QUAL É A SUA?

Vamos começar explicando o que significa a palavra “dieta”…. Essa que muitas pessoas escutam e já pensam em um monte de dificuldade e coisas ruins! Pois então, dieta significa “o regime alimentar de ingestão de alimentos que satisfaçam a necessidade de um indivíduo” ou seja, vivemos então em dieta, concorda comigo? Por isso você não deve entender essa palavra com sentido de restrição ou algo do tipo, pois daí já seriam estratégias nutricionais estudadas ou não (sabe aquelas coisas sem sentido, sem embasamento científico que muitas pessoas saem fazendo achando que estão mais próximas aos milagres? Então…) que buscam um objetivo pessoal! Vou listar aqui algumas estratégias nutricionais no fantástico mundo da nutrição, baseadas na minha percepção e vivência, bem como em muita leitura, não quero dizer aqui se prescrevo uma ou outra, pois quem é meu cliente sabe…  no final do texto direi qual é a melhor para você.

Low carb: não existe consenso, mas traduzindo o nome, seria uma contenção na quantidade de carboidratos ingeridos, geralmente excluindo farinhas e derivados, carboidratos refinados e integrais, bem como tubérculos e leguminosas. Lembrando que há muitas variações e isso pode variar de individuo para individuo, mas ela apresenta sim uma quantidade mínima de carbos, podendo chegar até 30% e ainda assim ser low carb para alguns indivíduos (30% de carbos + 40% de proteína + 30% de gorduras) – mas isso DEPENDE muito de cada um e do nutricionista que prescreve, ok?

Vem sendo usada por muitas pessoas, mas infelizmente muitas vezes de maneira errada, principalmente, na minha opinião, por não adequarem o momento, a quantidade e o tipo de carboidrato a ser ingerido.

Cetogênica: a ideia é induzir o corpo a um estado de cetose, no qual os corpos cetônicos (produzidos pelo fígado em estados de restrição severa de carbos ou jejum) são utilizados como forma de energia e isso ocorre pela ingestão aumentada de gorduras e proteínas e o mínimo consumo de carboidratos, ficando geralmente na seguinte proporção: 10% de carbos, 30% de proteína e 60% de gorduras. Em teoria ela funciona assim, mas na prática merece muito cuidado, pois muitas pessoas não estão metabolicamente e psicologicamente preparadas para o estado de cetose e pode haver efeitos bem desagradáveis.

Paleolítica: a ideia é de se alimentar como nossos ancestrais se alimentavam nos tempos mais remotos da civilização, ou seja, comer alimentos de forma natural que respeitem o modo como o nosso organismo evoluiu para se alimentar, com algumas adaptações, como por exemplo não precisa comer carne e ovos crus, mas a ideia é comer o mínimo de alimentos processados, excluir totalmente refinados e todas as variáveis de trigo. As frutas e tubérculos podem ser consumidos.  Dentro dessa dieta ainda tem as variáveis assim como a low carb, podendo em alguns casos retirar as frutas e tubérculos, como na paleo low carb.

Slow carb: slow quer dizer lento, então ela permite o uso de carboidratos de Baixo Índice Glicêmico, como as leguminosas, alguns tubérculos e grãos integrais.

Permite também aquele dia do lixo que muitas pessoas parecem esperar ansiosas (na minha opinião, acho que quem espera o dia do lixo é porque não encontrou a sua dieta ainda, mas enfim…).

Jejum Intermitente: tá pop esse hein? Essas duas palavras são importantes para definir essa estratégia alimentar:

Jejum: ficar sem comer, podendo beber água

Intermitente: não acontece de maneira contínua, intervalos que ocorrem interrupções

Ou seja, alternar períodos sem comer, com períodos bem alimentado. O número de horas em jejum pode variar, tendo protocolos mais aceitos de 14 e 16 horas. A ideia desse plano seria melhorar metabolicamente suas questões hormonais e por isso poderia ajudar nos seus objetivos de emagrecimento ou melhora da qualidade muscular. Mas, lógico que não dá para todo mundo e não dá para nas horas que comer, se jogar num mundo sem fim de porcarias!

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Vamos lá… então Dani, qual seria a minha dieta?

A sua dieta não é nenhuma descrita acima… sabe por que? Porque a sua dieta vem escrita com o seu nome! Sim… utilizo muito dessas estratégias em meu consultório, mas não existe um padrão, pois somos seres humanos e totalmente diferentes uns dos outros, mesmo quando parecemos iguais.
O que eu tento trabalhar com meus clientes e a forma como eu acredito na nutrição, é fazer você encontrar um estilo alimentar que combine com a sua vida e que faça você ter seus objetivos estéticos, físicos, psíquicos e de saúde alcançados. Pode ser que até chegar lá seja necessário fazer algumas restrições (jejuns, low carb, estados cetogênicos, incluir mais carbos), tudo é válido até você chegar e dizer para você mesmo: ACHEI MINHA DIETA! ME ACHEI!

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E tu vais ver, será o dia mais feliz da tua vida… o momento em que a sua alimentação faz você ter um click para a vida, de gratidão por estar cuidando de você… e você não vai mais ficar pensando em dia do lixo, você vai parar de colocar nome nas coisas, você vai saber o que é jacar sem jacar, porque tá no plano, tá na vida… a alimentação JAMAIS pode ser um estresse para você, se alimentar e se nutrir é acima de tudo um ato de amor!

Então, não coloque seu metabolismo para sofrer, não faça dietas que não tenha o seu nome! Capricha!

assi-dani3

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